garimpo miúdo

Quando comecei a pesquisar a literatura infantojuvenil, me senti como um minerador que vai achando, uma a uma, pedras preciosas em estado bruto.

 

Às vezes abria um livro e encontrava uma coisa, sabia que não era um diamante, mas como brilhava! Até então, na literatura adulta, tudo parecia já ter nascido diamante: as coisas eram pomposas, importantes e agigantadas demais (a gente aprende desde cedo a amar as coisas brilhantes, mas e as outras?)

 

Entender se há (e por que há) um mundo para crianças e outro para adultos é como começar uma discussão no infinito. Não existe uma resposta pronta quando o assunto é construir simbologias.

 

Este espaço é uma tentativa de compartilhar achados do livro infantil, do livro ilustrado, do tal crossover que escapa ligeiro de todo desejo de classificação. Prateleira nenhuma acomoda alguns achados que existem dentro da literatura dita "para crianças": as palavras que brincam, os silêncios que falam, as páginas duplas que gritam, as ilustrações que desafiam os limites do objeto livro: onde eles cabem?

 

Só sendo garimpeiro, e com o olhar afiado para as coisas miúdas, que chegamos às coisas grandes, imensas.

 

 

se quiser falar comigo,

Quem sou eu?
Meu nome é Renata Penzani, e moro em São Paulo, capital. Sou jornalista e trabalho há três anos com cultura e literatura, como como repórter, assessora de imprensa, revisora, produtora cultural, escritora. Faz pouco que descobri nos livros de criança (estou na minha infância da literatura infantojuvenil) o lugar para ancorar as minhas perguntas sem resposta - sobre o livro, sobre a arte, sobre a vida.
 
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