Trocando em miúdos: José Carlos Lollo

Ele já lançou mais de 30 livros. É ilustrador premiado internacionalmente e publicado por algumas das editoras mais interessantes do Brasil. Em julho, ele será um dos convidados da Festa Literária Internacional de Paraty, para a Flipinha. Já desenhou as palavras de escritores como Ana Maria Machado e Manoel de Barros. Mas nada disso é mais importante do que conhecer a criança que mora dentro da sua cabeça e se disfarça de adulto para conseguir fazer tudo isso.

Depois da mini entrevista de inauguração com a Janaina Tokitaka (clique aqui para ler), o Trocando em Miúdos de hoje foi garimpar nas caraminholas coloridas do ilustrador José Carlos Lollo, autor de Isto é Meu, A Raiva, O Coiso Estranho, entre tantos outros.


A brincadeira fez cócegas nas mãos e daí nasceram alguns desenhos inéditos que ele compartilha com o Garimpo. É ou não é para voltar a ser criança?


Passeie alguns minutos pelas palavras e traços do Lollo e leve a imaginação para dar umas voltas por aí.


Garimpo Miúdo - Por que às vezes o desenho tem um tamanho e o texto tem outro?

José Carlos Lollo - Paralelepípedo é sempre maior escrito que desenhado. Mas não dá pra desenhar uma mata com quatro sinais que nem a palavra. Eu gosto de desenhar insetos do tamanho de passarinhos com muitos risquinhos, mas planetas eu faço com pontos e bolinhas.

Pensei agora. O desenho é a ideia descabelada. A palavra é a presilha da ideia.

Pra que serve uma cor? E a imaginação?

A cor serve pra pintar um urubu de azul e a imaginação serve pra mesma coisa.

Você já trombou com uma história no meio da rua?

Eu trombo, tropeço, escorrego em história todos os dias.

Às vezes ela cai em mim. E nem pede desculpas.

Uma história nasce na barriga ou na cabeça?

Nasce na cabeça, vai pra mão e a mão coça a barriga.

Dos mundos que não existem, qual é o seu favorito?

Mundos com espada. Se tiver algum monstro pra derrotar também é bom, nada de monstro amiguinho da garotada, monstro bom é monstro monstro.

Como consertar uma história que não funciona?

Me ensina que eu tenho um monte de história na oficina.

É mais fácil ganhar de um monstro ou de um medo?

Pois é, ganhar do medo é mais fácil, mas ganhar do monstro é mais legal.

Qual a diferença entre as palavras fáceis e as difíceis?

Nego peremptoriamente que exista tal diferença.

Por que os adultos às vezes querem esconder algumas palavras na estante mais alta?

Às vezes é de propósito. Quando uma criança acha um livro de uma estante alta ela cresce um pouco. É meio triste, mas é bonito.

Se os livros tivessem perna, pra onde eles iriam?

Para o circo, lógico! VENHAM VER OS FANTÁSTICOS LIVROS COM PERNAS!

Para conhecer melhor o que vai dentro da cabeça desse artista cheio de ideias fantásticas, nada melhor do que visitar o Circo Blandollo. Olha só a descrição da trupe:

Blandina Franco escreve histórias para crianças e equilibra bordados em linhas coloridas.

José Carlos Lollo ilustra livros com canetas amestradas e doma animais de massinha.

Os dois acham tão divertido o trabalho deles que resolveram fundar juntos o Circo Blandollo, um maravilhoso circo que, por enquanto existe só para criar histórias para crianças, mas que no futuro irá criar outras coisas também, por que eles, assim como todo mundo que trabalha em circo, gostam de viver aventuras e de ficar inventando coisa e de comer macarrão e de coçar a barriga de cachorros.

Eles garantem que, futuramente, irão contratar um palhaço para os dias tristes e um engolidor de fogo para os dias frios.

Vai lá: www.circoblandollo.com.br

#trocandoemmiúdos #josécarloslollo #circoblandollo

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